quinta-feira, 22 de março de 2018

Breve comentário sobre o filme "Nunca Me Sonharam"


Ontem a noite eu tive o privilégio de assistir ao filme documentário "Nunca me sonharam", que propõem uma reflexão sobre a educação nas escolas públicas de ensino médio no Brasil por meio de depoimentos de estudantes secundaristas, professores, gestores e especialistas em educação de todo país.

Estamos falando de jovens que vivem em cidades totalmente diferentes umas das outras, cada uma com as suas particularidades sociais e econômicas, mas, todos eles, com sonhos, expectativas, dúvidas e anseios a respeito de seus futuros. Entre eles, é unânime a ideia de que o futuro está em suas mãos, porém, está tudo errado com as principais ferramentas de empoderamento que os tornariam os agentes transformadores deste futuro: a ESCOLA e  a EDUCAÇÃO.

A obrigação do Estado em oferecer ensino gratuito não foi acompanhada de um esforço que garantisse a qualidade na educação pública no Brasil. Como o próprio título do filme sugere, não houve investimento na escola pública que restou para os nossos jovens, ou seja, a qualidade da educação jamais conseguiu acompanhar o número de vagas oferecidas nos sistemas educacionais brasileiros. 

Infelizmente, a evasão escolar na escola pública brasileira é imensa e os motivos são muitos. Para os que chegam ao final do ensino médio, geralmente, fica difícil concorrer a uma vaga no ensino superior público e mais difícil ainda pagar por um ensino superior privado. Resta, portanto, o mundo do trabalho e suas inserções como indivíduos pertencentes às classes dominadas, muitas vezes reproduzindo o comportamento de seus pais.

Sem educação jamais haverá a transformação social necessária, mas o que esperar do futuro de um país onde o sistema educacional reproduz as desigualdades sociais?


terça-feira, 20 de março de 2018

Esquema Ilustrativo - Educação Escolar e Transformação Social

Nesta 4ª semana de estudos, na disciplina Pedagogia e Pedagogos, fomos desafiados a montar um esquema ilustrativo que desdobrasse os principais conceitos sobre escola, educação e sociedade.

Nossa base referencial foi a leitura do artigo do pedagogo Adriano Moreira - Educação Escolar e Transformação Social - publicado numa revista acadêmica da área da educação em 2011.

Esse artigo, aliás, abriu a minha mente em relação aos métodos pedagógicos, dos quais, até então, me pareciam indiscutivelmente adequados para o processo de ensino aprendizagem, como o é o caso do "construtivismo" proposto por Jean Piaget, do qual, aliás, foi a minha principal base de estudos quando fiz o ensino médio com formação em Magistério entre os anos 1994 a 1997 (incluindo o estágio). 

É curioso porque ao mudar totalmente a minha escolha profissional e buscar formação na área da comunicação social, acabei não tendo mais acesso aos resultados da aplicação desse método pedagógico (que tanto estudei e foi "endeusado" por mim e pelos meus colegas durante o Magistério) até ler este artigo que traz questionamentos em relação ao baixíssimo índice de aproveitamento escolar no Brasil, após a implantação dessas novas metodologias pedagógicas propostas pela reforma neoliberal a partir de 1996.

Jamais havia atentado para o fato de que tais pedagogias sugerem a aceitação passiva da realidade e a adaptação a mesma, impedindo a construção de uma nova sociedade. Neste sentido, o autor propõem que somente com a universalização do conhecimento sistematizado será possível impulsionar as tão necessárias transformações sociais, onde a escola tem um papel fundamental para que isso aconteça.

Preciso de muita leitura e reflexão, muita mesmo! 
Para abrir os horizontes é necessário que a mente também esteja aberta e que se possa ver os vários lados de uma mesma questão.



Muito bem, vamos ao esquema ilustrativo:










sexta-feira, 16 de março de 2018

Começando a desbravar...

A Pedagogia é definida como a ciência que investiga o fenômeno educativo, a fim de propor técnicas adequadas para o desenvolvimento do processo de aprendizagem do ser humano. Porém, é importante lembrar que as práticas educativas não se restringem apenas à escola ou à família, podendo ocorrer em várias outras modalidades.

No livro Pedagogia e pedagogos, para quê? O autor, José Carlos Libâneo, chama a atenção para o cenário de novas realidades econômicas, políticas e sociais, bem como aos avanços tecnológicos que tornaram a comunicação e a transmissão de conhecimentos totalmente sem fronteiras, o que multiplica as práticas e as modalidades educativas, bem como os agentes educacionais. Logo, não se pode mais considerar somente a escola e a família como os únicos "detentores dos ensinamentos", o que nos mostra o quanto o campo de atuação do pedagogo pode ser amplo, seja em ambientes escolares ou não-escolares.

Independentemente da sua área de atuação, o pedagogo deve considerar o contexto social contemporâneo, bem como as características singulares do indivíduo e assim, buscar métodos que estimulem o protagonismo do sujeito na construção do seu próprio conhecimento em uma caminhada consciente durante o processo de aprendizagem.